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 ETNO
195. Corna, Arte Pastoril, séc. XIX

ETNO 1126 Pia de água benta em faiança, séc. XVII-XIX

ETNO 1142 Pia de água benta em faiança, séc. XVIII

ETNO 2988 Figura feminina de barro, S. Miguel, Açores

ETNO 5198 Mulher montada num burro, VIla Nova de Gaia, séc. XIX-XX

ETNO 7967 Presépio de altar ou trono, séc.XIX-XX

ETNO 3655 Homem com junta de bois

ETNO 3857 Fuga da Sagrada Família para o Egipto, Estremoz, séc. XVIII

ETNO 6981 Prato em faiança pintado, autor desconhecido

ETNO 924 Tacinha, cerâmica incrustada, séc. XVII, Convento de Sant'Ana,
Lisboa

ETNO 2921 Castiçal em cerâmica, séc. XIX Caldas da Rainha
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 ETNO
271. Painel votivo a Santo António, 1878
A colecção de Etnografia
do MNA
José Leite de
Vasconcelos, fundador e primeiro director do actual Museu Nacional
de Arqueologia escreveu no programa do Museu Etnográfico Português
que “não se pode traçar por completo a história de um país, sem se
conhecer a vida íntima d’este, revelada nos usos, crenças, trajos,
mobílias, utensílios, formas de arte, numa palavra, em mil
particularidades em que o espírito se vae reflectindo e
assignalando através dos tempos e que contribuem para que um povo
se distinga de outro” (Hist. Museu Etn. p. 16). Nas palavras deste
ilustre arqueólogo é bem patente a importância que deu à criação e
enriquecimento da colecção de Etnografia, ao longo de todo o seu
mandato. Para José Leite de Vasconcelos, porém, as colecções
etnográfica e arqueológica constituem “um todo indissociável”,
segundo a expressão de alguns autores (Sardinha e Longo, OAP, 17,
1999, p.127). É o próprio Leite de Vasconcelos que escreve
“torna-se difícil, para não dizer impossível, estabelecer sempre
distinções nítidas entre Etnografia e Arqueologia (...)” (Hist.
MNA p. 201).

ETNO 223 Colher em
madeira, Arte Pastoril
No programa de
1893-1894, José Leite de Vasconcelos integra a colecção
etnográfica na Época Portuguesa Moderna (Hist. MNA, p. 44) que
subdividiu em treze pontos. Posteriormente, quando da instalação
do Museu nos Jerónimos, a secção etnográfica do museu Etnológico
ocupou quase todo o pavimento III e os conjuntos foram
reordenados “provisoriamente”, segundo as palavras de José Leite
de Vasconcelos, em X secções: I. Alimentação; II Casa e seu
arranjo; III. Épocas e circunstancias da vida do indivíduo e da
família: trilogia da vida; vestuário e cousas correlativas; vícios
de fumar e cheirar; IV. Aspectos vários da evolução da humanidade:
caça, pesca, pastoreio, agricultura; V. Religião e Magia; VI. Vida
intelectual propriamente dita: escrita; escola primaria;
literatura de cordel; vida académica de Coimbra; historia do
livro; jornalismo; sciencia; arte; VII. Industria; VIII. Vida
social em geral; folganças; actividade comercial; metrologia;
historia do correio; papel selado; heráldica; milícia; historia de
Portugal; IX. Vária; X. Etnografia insular. As diferentes secções
estavam representadas em grupos de objectos, num total de trinta e
cinco, no qual se incluem, entre outros, bordões; vestuário e
adereços; objectos de arte pastoril; louças antigas; azulejos;
heráldica e brasões; pinturas antigas; utensílios de fumar e
cheirar tabaco; objectos representativos da vida agrária; armas e
armaduras; tear, pesos de tear, fusos, etc.; tinteiros,
pergaminhos; brinquedos infantis, jogos; gravuras portuguesas
antigas; “registos de romagens” (lendas religiosas); ex-votos;
vários objectos religiosos; amuletos e veronicas; collecção de
ex-libris antigos e modernos; utensílios para caçar e pescar;
objectos correlacionados com a alimentação; pesos medidas e
relógios; ferragens.

ETNO 1382 Paliteiro em
cerâmica vidrada
A maior parte deste
acervo não foi objecto de estudo sistemático e continua ainda hoje
inédito. José Leite de Vasconcelos não deixou, porém de referir as
aquisições e recolhas etnográficas que foi fazendo ao longo da sua
vasta carreira nas páginas de O Arqueólogo Português, I série, bem
como nessa obra maior da nossa historiografia, As Religiões da
Lusitânia, e nas páginas da Etnografia Portuguesa.
Inúmeras peças desta
colecção ainda hoje são solicitadas tanto por investigadores no
decurso dos seus trabalhos, como por outras instituições para
figurarem nas mais variadas
exposições.

ETNO 2050 Mealheiro, cerâmica
comum, Caldas da Rainha |

ETNO 607 Peso de tear, séc. XIX XX.
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