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A Biblioteca do Museu
A biblioteca do Museu Nacional de Arqueologia, uma das mais importantes bibliotecas portuguesas especializadas em arqueologia é constituída por um acervo documental com cerca de 22.000 monografias, 1800 títulos de publicações periódicas, das quais cerca de 788 títulos já inactivos, cerca de 850 folhetos de literatura de cordel (já incluídos na base de dados) mapas, 5 incunábulos, colecção de manuscritos, de livros antigos, gravuras e arquivos pessoais de José Leite de Vasconcelos, Manuel Heleno (manuscritos do autor, correspondência e fotografias), Fernando de Almeida (manuscritos), Estácio da Veiga (manuscritos do autor, fotografias e desenhos), Luís Chaves (manuscritos de etnografia) e doações de bibliotecas de Nuno Carvalho dos Santos, Hipólito Raposo e Gustavo Marques. O Doutor Leite de Vasconcelos, deixou em testamento ao MNA, parte do seu espólio científico e literário, que constitui o mais prestigioso legado existente no acervo documental da biblioteca. Este fundo bibliográfico é formado pela livraria pessoal de J.L.V., correspondência, apontamentos e documentação que utilizou na elaboração dos seus numerosos trabalhos científicos. Em 1998, foi publicado o inventário da correspondência de Leite Vasconcelos, com cerca de 3700 correspondentes e 24300 espécies. A consulta desta documentação reservada é restrita a investigadores, mediante pedido por escrito dirigido ao Director. A maior parte da colecção de publicações periódicas entra por permuta, mantida com cerca de 300 instituições internacionais, conseguida através da publicação de «O Arqueólogo Português», revista centenária do Museu. Para além de apoiar os técnicos do Museu, a biblioteca tem, igualmente, como missão, prestar apoio ao público em geral mas, como serviço especializado, o seu acervo está mais vocacionado para investigadores e estudantes de nível universitário.

Legado documental de Leite de Vasconcelos
Falecido em 1941, com 82 anos, Leite de Vasconcelos deixou ao seu Museu um valioso legado, incluindo uma biblioteca de cerca de oito mil títulos e um espólio documental de dimensão invulgar, essencialmente composto por: - Correspondência dirigida ao próprio, no período compreendido entre 1880 e 1941– mais de vinte e quatro mil espécies de mais de três mil e setecentos autores, nestes se incluindo a maioria das personalidades eminentes da cultura portuguesa da época, bem como inúmeros vultos estrangeiros de renome em vários domínios do conhecimento e, a título de exemplo, podemos referir Afonso do Paço, Martins Sarmento, Moses Amzalak, Orlando Ribeiro, Eugénio Jalhay, Albano Bellino, Joseph Déchelette, Hübner, H. Breuil, Cartailhac, E. Prestage... - Grandes quantidades de manuscritos do próprio Leite de Vasconcelos e de muitos dos seus colaboradores. - Núcleos de correspondência para terceiros, adquirida por Leite de Vasconcelos atendendo quer à natureza do seu conteúdo - espécies epistolares dirigidas a personalidades de vulto no campo das ciências por ele cultivadas – , quer à identidade dos seus autores. Neste último caso pode citar-se correspondência com a assinatura de Camilo Castelo Branco, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e outros expoentes das nossas letras; ou ainda, no que diz respeito a personagens históricas, cartas assinadas, por exemplo, por Dona Maria II ou Dom Fernando II. - Manuscritos de terceiros que, tal como sucedeu com a correspondência, foram adquiridos por Leite de Vasconcelos atendendo à natureza do seu conteúdo, dado terem sido escritos por personalidades de vulto no campo da ciência. - Manuscritos antigos, de importância histórica e literária, que Leite de Vasconcelos foi adquirindo em alfarrabistas ao longo da sua vida. Estes manuscritos pertencem a diferentes épocas, encontrando-se entre eles bastantes pergaminhos. - Uma boa colecção de gravuras, sobretudo de temática etnográfica, bem como de fotografias e de desenhos. - Postais ilustrados, uns não escritos, e que Leite de Vasconcelos foi coleccionando tendo em linha de conta a sua temática; outros a ele dirigidos, e como tal integrados no núcleo da correspondência.
Trata-se pois de um espólio cujo estudo aprofundado pode constituir um contributo precioso para o conhecimento da vida intelectual portuguesa entre as décadas finais do século XIX e os primeiros quarenta anos do século XX, permitindo ainda abordagens parcelares relativamente às teorias e práticas vigentes nos vários domínios do conhecimento nele tratados.
Através da correspondência é possível igualmente conhecer-se melhor a personalidade complexa de Leite de Vasconcelos bem como de alguns dos intelectuais que com ele se corresponderam, por vezes ao longo de várias décadas.
De realçar também a importância de que se revestem para o próprio Museu as inúmeras referências explícitas a objectos e a colecções incorporados durante esse longo período, acompanhadas em muitos casos de descrições pormenorizadas, de fotografias e de desenhos.
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Edições do MNA
É muito vasta e diversificada a actividade editorial do Museu Nacional de Arqueologia. Para além da publicação regular da revista científica anual “O Arqueólogo Português”, e do respectivo Suplemento de que já se publicaram dois volumes, o 1º em 1998 e o 2º em 2004, inclui o lançamento de catálogos, guias e roteiros das exposições, assim como de volumes relativos ao inventário de núcleos e colecções. Acresce ainda a publicação de desdobráveis e de monografias avulsas, sobre temas variados, assim como de livros didácticos. A oferta do MNA no domínio do material impresso é completada com uma ampla colecção de postais ilustrados e com diversos outros produtos utilitários, para venda na loja.
loja do MNA

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