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Vaso de corpo globular/ovóide, ou em "fundo de saco", asas de suspensão verticais colocadas a meio do bojo, das quais só resta uma, e colo alto, cilíndrico. Apresentava-se incompleto, tendo sido restaurado. Ostenta a típica decoração "cardial", obtida pela impressão de conchas de berbigão (cerastoderma edule) sobre a pasta ainda fresca. Esta decoração organiza-se em bandas de faixas paralelas que cobrem parte da superfície do bojo, colo e asa. O vaso de Santarém, amplamente publicado e internacionalmente conhecido, integra, pela sua morfologia e decoração, o conjunto dos mais antigos vasos de cerâmica existentes no território português, datado do Neolítico Antigo, podendo pois remontar ao 5º milénio antes de Cristo.
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